
Feliz Natal a quem acorda, todas as manhãs, a criança adormecida em si…
Feliz Natal a quem acorda, todas as manhãs, a criança adormecida em si…
"Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sopre sempre às tuas costas,
e a chuva caia suave sobre o teu campo.
e até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente
na palma de Sua mão.Que vivas todo o tempo que quiseres,
e que sempre vivas plenamente.
Lembra-te sempre de esquecer as coisas que te
entristeceram, e não te esqueças de lembrar as
coisas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se
revelaram falsos, mas nunca deixes de lembrar
aqueles que permaneceram fiéis.
Lembra-te sempre de esquecer os problemas que já passaram, mas não
deixes de lembrar as bençãos de cada dia.
Que o dia mais triste do teu futuro, não seja pior
que o mais feliz do teu passado.
Que o tecto nunca caia sobre ti,
e que os amigos debaixo dele nunca partam.
anoitecer frio,
uma lua cheia, em uma noite escura,
e que um caminho se abra sempre à tua porta.
Que vivas cem anos, com um ano extra para
arrepender-te.
Que o Senhor te guarde em Suas mãos,
e não aperte muito Seus dedos.
que os problemas te abandonem,
os anjos te protejam,
e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas celtas te abrace.
Que as bençãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados,
e o teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga e a cada dia e cada noite tenhas um muro
contra o vento, um tecto para a chuva, bebida junto ao fogo, risadas
que consolem aqueles a quem amas e que teu coração se preencha
com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe,
que vejas os filhos dos teus filhos,
que o infortúnio te seja breve e que te deixe cheio de bençãos.
Que não conheças nada além da felicidade
deste dia em diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida.
Com certeza Ele sabe que a Terra não tem anjos suficientes.
E assim seja a cada ano, para sempre !"
Há décadas que a artista divulga a poesia africana nos palcos lisboetas
Elsa de Noronha, uma mulher madura, com a garra de uma adolescente inconformada, levou África a empresas de operários como a Lisnave, a associações recreativas, bares, escolas, universidades, prisões, a congressos e lançamentos de livros, a salas de espectáculos e ao Centro Cultural de Belém.
A partir de 1984, passou a fazer da arte de dizer poesia a sua profissão, reformando-se do professorado em contabilidade. Hoje possui um roteiro das actuações, com várias opções de poesia e de duração. Como adereços, pede uma cadeira — uma perna doente obriga-a a sentar-se nos intervalos — e duas flores.
Muitas vezes não cobra nada, tal como aconteceu recentemente num lar de idosos, outras apenas lhe pagam o transporte. “É difícil viver da arte!”, confessa a artista das palavras.
Através da sua forte voz, um dom que a leva, aos 75 anos, a aprender rituais negros numa escola da Amadora, Elsa de Noronha divulga poetas dos oito países que falam português assim como os poetas de Goa, Macau e de outros lugares onde se fez poesia e ainda existem resquícios da língua comum
Esta declamadora africana tem a peculiaridade de enquadrar os sons dos tambores, o “ronronar” do comboio, o ritmo dos mineiros ou o som dos batuques nos poemas. “Estudo os poemas e recrio--os”, disse.
in http://www.opais.net/pt/
"A Marieta fez 49 anos na quarta-feira. Estava muito feliz. Para comemorar foi jantar fora com a família - comeram frango assado e beberam "refresco e champanhe." Foi a primeira vez que entraram num restaurante. O jantar custou cerca de 25 euros e foi pago com o dinheiro da venda da água e do gelo. Mas a maior fonte de receitas tem sido o forno. A Marieta está a vender, em média, três bolos grandes por semana, cada um a cerca de 4 euros. E a filha do meio, a Saquina, vende um alguidar de biscoitos por dia às crianças das escolas de Laulane. Cada biscoito custa 1 metical. E o alguidar volta sempre vazio para casa. A vida da família da Marieta mudou drasticamente nas últimas semanas. Até já conseguiram arranjar uma casa melhor lá no bairro, com sanita e chuveiro. E tudo isto graças à solidariedade de todos os amigos que se juntaram para os ajudar a construir um futuro melhor."
Para ti há sempre um caminho traçado
Com rumo certo ou indefinido
Impossível que te percas
Só um destino é permitido...
Mas ouve, deixa-te levar, solta as amarras
E que venha ao de cima o teu EU
Não importa o que é ou o que há-de ser
Deixa que aconteça, aceita-o como teu.
A Vida é tão insegura e breve
Se a reténs firme numa linha
Como poderá crescer, solta?
Não a domines, deixa –te ir com ela...
E Quem sabe não te leva aos teus Sonhos....
1. Pense sempre, de forma positiva. Toda vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um “atleta”, treine muito.
2. Não tenha medo de nada e ninguém. O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores.Tenha fé em você mesmo. Sentir medo é acreditar que os outros são poderosos. Não dê poder ao próximo.
3. Não se queixe. Quando você reclama, tal qual um ímã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado, começa a se materializar quando nos lamentamos.
4. Risque a palavra “culpa” do seu dicionário. Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com nossa melancolia. Ignore-os.
5. Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.
6. Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.
7. Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso, vive no passado. Aproveite o aqui e agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.
(autor desconhecido)
Obrigada
Eu, como a maioria de vocês sabe, não sou nenhuma Madre Teresa de Calcutá. Mas, depois de algum tempo a viver num dos países mais pobres do mundo, já não consigo fazer certo tipo de piadas nem achar normal comer bife ao almoço e peixe ao jantar quando a maioria das pessoas à minha volta só come farinha uma vez por dia.
É óbvio que há muitas Marietas no mundo. Mas esta é a Marieta que eu conheço. E esta é a Marieta que eu posso e quero ajudar. Só assim será possível que a família dela ultrapasse a barreira da luta pela sobrevivência diária e possa sonhar com um futuro melhor.
De facto, com uma pequena ajuda minha (e do Carlos, claro) a vida da Marieta tem melhorado aos poucos. Na segunda-feira, uma das filhas dela foi finalmente pagar o que faltava para que a EDM (Electricidade de Moçambique) ligasse os fios da electricidade lá em casa. Esta semana, como é óbvio, o único assunto da Marieta é a “luiz”! Anda tão encantada que não consegue desfazer o sorriso.
Para nós, europeus, esta euforia pode ser difícil de entender. Mas para quem esperou quase 50 anos para ter electricidade em casa, esta reacção até é bastante contida.
E chego aqui à razão pela qual decidi falar-vos da “minha” Marieta. Ter luz em casa foi mais uma barreira que ela ultrapassou com sacrifício ao fim de muitos anos de luta. Mas será que vai conseguir lutar mais 10 ou 20 anos até atingir a próxima meta – juntar dinheiro para comprar um frigorífico?
Um frigorífico em Moçambique é um passaporte para uma vida melhor: além de conservar os alimentos (a filha mais nova e os netos da Marieta poderiam passar, por exemplo, a beber leite e a comer iogurtes com mais frequência, coisa que até hoje poucas vezes fizeram) é mais uma forma de aumentar o orçamento mensal da família através da venda de gelo e de água fresca no bairro e do aluguer de prateleiras às vizinhas que precisem de guardar alguma coisa no frio.
A Marieta acorda todos os dias às 5h para apanhar dois transportes (chapas) e estar em minha casa às 7h em ponto, a tempo de fazer o pequeno-almoço. Vive perto da lixeira de Maputo numa casa de tijolo artesanal e telhado de zinco com apenas uma divisão onde dormem seis pessoas – ela, o marido, duas filhas e dois netos de quem toma conta. Não tem casa-de-banho, nem água, nem gás.
Um frigorífico faria toda a diferença na vida dela: a filha mais nova e os netos poderiam variar a alimentação comendo mais fruta, legumes, lacticínios. Tornar-se-ia mais fácil juntar dinheiro para comprar telhas e cimento, mudar o telhado da casa, construir uma latrina, comprar um fogão a gás em vez de cozinhar todos os dias num fogareiro a carvão vegetal. O comércio deste tipo de combustível é responsável pela maior área desflorestada do planeta. Isto sente-se sobretudo em África, mas afecta, como é óbvio, o planeta inteiro e cada um de nós. Parece-me fácil concluir que a pobreza não é apenas um problema das Marietas deste mundo: é um problema que nos afecta a todos de uma maneira ou de outra e que também somos responsáveis por combater.
Em baixo deixo o NIB de uma conta antiga do Carlos no BES. Decidi reabilitá-la para juntar dinheiro para comprar o frigorífico da Marieta. A quem quiser contribuir agradeço do fundo do coração. A todos os que não puderem, peço que passem a palavra.