quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ao toque da meia-noite...


A cada toque dos sinos
É hora de recomeço
Avanço, com ímpeto forte,
Para aquilo que desconheço.
Futuro é Vida, é sinal
De um caminho sem fim
Em que a roda universal
Na sua louca andança
Leva incansável meu ânimo
Na esperança, no desejo
de uma secreta mudança…
Assim penso cada ano!
O toque da meia-noite
Não me deixa indiferente
É uma jornada passada
E outra que está pela frente…
Quero, naquele instante,
De votos fortes, intensos
Que o Amor seja enorme
O Dinheiro, o bastante
E a Saúde, para todos,
Seja um Bem belo e imenso!

BOM ANO 2008

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Um Natal mais solidário...


Nesta Noite de Natal
Com a família reunida
Como manda a tradição
Vamos ser solidários
E abrir o coração

Oferecer um ombro amigo
Que nos vai fazer crescer
Olharmos à nossa volta
E pudermos dar a mão
Já vale a pena viver

O que cada um der de si
Pode mesmo ser pouquinho
Mas até uma migalha
Mata a fome ao passarinho

Para esta quadra festiva,
Fiz comprinhas de Natal
Por um Comércio mais Justo,
Pela Amnistia Internacional,
E pensando sempre na Vida
Ajudei com mais prendinhas
A Campanha contra a Sida

Não foi pelo seu valor
mas pelo prazer de dar,
Ajudar os que precisam
E pelo espírito de Natal
Que desejo recordar…

Um Natal mais solidário
é espalhar pelo caminho
pequenas estrelas de luz
Como há 2 mil anos
Fez o Menino Jesus

Votos de Saúde e Paz para todos
Muita Alegria ao redor
Um Natal em Harmonia
E um Novo Ano que venha
Com o mundo um pouco melhor !

Festas Felizes
Natal de 2007
Laura

domingo, 9 de dezembro de 2007

Ternamente...

Vejo-te, hoje,
Ao fim de tantos anos
Num crescendo de dias tão diferentes
E não acredito que passaram tantos
E que lutaste já em muitas frentes!
Foram tempos de guerra e de paz
Concordo agora, facilmente,
Que o tempo é mesmo quem nos faz!.
Buscas, anseios, incertezas
Que interessa se nós os contornarmos
E formos buscando novos sonhos
E com eles para sempre é que vamos!
Cada ano ou cada hora, dia a dia
Desejo um mar de esperança para ti
Num tempo e num mundo tão azul
Onde a vida ternamente te sorria…
8-12-2007

sábado, 1 de dezembro de 2007

Qualquer coisa...

Não sei bem se é sim ou se é não
É qualquer coisa, mas o quê ?
Que não está à minha mão!
E não está longe!
Um querer insistente,
imaterial e sem sentido
Quero ou não quero?
Responde um vazio indefinido…
Este querer sem peso ou substância
É um anseio, sonho ou ilusão
Que me foge se o persigo,
Que me busca se o esqueço.
Em perfeita contradição!
Um não sei quê, não sei onde, nem porquê,
Me persegue quando durmo ou desperto
Um querer de angústia, sem razão
Onde as pontes não unem este rio
e onde o caminho se esvanece num deserto…

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Fazer o Pão


Fazer o pão foi uma festa!

A Patrícia queria saber como se faz pão.

A Dona Maria de Jesus prontificou-se a ensinar.

No meu quintal todos deram o seu contributo:

peneirar, amassar, tender, aquecer o forno, enfornar e por fim ... comer o pão dourado e quentinho!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Castanha


A Castanha é rica em hidratos de carbono e possui um valor calórico a rondar os 350 Kcal/100g. Isenta de colesterol, contém elementos minerais como o potássio, fósforo, cálcio e magnésio muito bem representados e valores importantes de oligoelementos como o cobre e manganês. Também os aminoácidos e as fibras são componentes importantes na castanha.
A castanha é um alimento que apresenta características bioquímicas muito interessantes para a dieta alimentar. A nível gustativo, os aromas, a textura, os taninos, variam com as cultivares, mas de um modo geral são muito apreciadas em natureza ou transformadas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Regresso ao Lar

Ai, há quantos anos que eu parti chorando
Deste meu saudoso, carinhoso lar!...
Foi há vinte?...há trinta? Nem eu sei já quando!...
Minha velha ama, que me estás fitando,
Canta-me cantigas para eu me lembrar!...

Dei a volta ao mundo, dei a volta à Vida...
Só achei enganos, decepções, pesar...
Oh! a ingénua alma tão desiludida!...
Minha velha ama, com a voz dorida,
Canta-me cantigas de me adormentar!...

Trago d'amargura o coração desfeito...
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saíra do meu ninho estreito!...
Minha velha ama que me deste o peito,
Canta-me cantigas para me embalar!...

Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
Pedrarias d'astros, gemas de luar...
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!...
Minha velha ama, sou um pobrezinho...
Canta-me cantigas de fazer chorar!

Como antigamente, no regaço amado,
(Venho morto, morto!...) deixa-me deitar!
Ai, o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!...

Cante-me cantigas, manso, muito manso...
Tristes, muito tristes, como à noite o mar...
Canta-me cantigas para ver se alcanço
Que a minh'alma durma, tenha paz, descanso,
Quando a Morte, em breve, ma vier buscar!...
(recordando Guerra Junqueiro (1950). Os Simples)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Paradoxo de Easterlin


Ignacy Sachs, escreveu, em 1986: “níveis crescentes de consumo material não podem compensar a alienação no trabalho e a falta de finalidade na vida: quanto mais fácil se torna a obtenção de bens, menor a gratificação psicológica por eles proporcionada”.
O professor norte-americano Easterlin constatou, em 1974, que embora a renda nacional nos EUA tivesse aumentado de forma espetacular desde a Segunda Guerra Mundial, os americanos diziam que não se sentiam mais felizes. Em virtude deste resultado, o Professor formulou a teoria que ficou conhecida como o “Paradoxo de Easterlin”!

sábado, 20 de outubro de 2007

Herdade da Matinha




Um lugar calmo, cheio de verde, nas profundezas da Serra do Cercal!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

ADRIANO


Não era só a voz o som a oitava

que ele queria sempre mais acima

nem sequer a palavra que nos dava

restituída ao tom de cada rima.


Era a tristeza dentro da alegria

era um fundo de festa na amargura

e a quase insuportável nostalgia

que trazia por dentro da ternura.


O corpo grande e a alma de menino

trazia no olhar aquele assombro

de quem queria caber e não cabia.


Os pés fora do berço e do destino

alguém o viu partir de viola ao ombro.

Era Outubro em Avintes. E chovia.

(poema de Manuel Alegre)


quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Continuando por África...





A bela ilha da Inhaca, ao largo do Maputo!
Fotos tiradas pelo meu filho em 2003

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Niassa


“…O que é que leva alguém que não nasceu, nem sequer viveu em África, a situar a intriga de um romance, e logo do primeiro que publica, nos confins da província moçambicana do Niassa? Quanto sei, Francisco Camacho, jornalista laureado, visitou Moçambique no desempenho da profissão. Mas este livro não é uma compilação de reportagens, nem um patchwork de crónicas. É um romance que obedece às regras mais ortodoxas do género. Uma “notável” primeira obra? Podemos deixar o ditirambo de lado, garantindo, em seu lugar, três horas de leitura compulsiva. É evidente que, para quem, como eu, nasceu e viveu em Moçambique até aos 26 anos, o natural interesse na obra arrasta consigo exigência concomitante. A história divide-se entre Portugal e Moçambique, na actualidade, com breve entreacto em Angola, nos anos 1960…”
in Público , 11 de Maio de 2007

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Talvez...


Com o peso das horas e dos dias
O peito aperta o ar
Em agonia!
Por entre a água cristalina
Não há horizonte.
Carrego em mim a imensidão,
Bem no fundo não sei como erguer-me.
Pudesse eu lançar longe a opressão
E levantar alto a minha fronte!
Talvez num momento respirasse;
Talvez outro mundo existisse;
Talvez a agonia esvanecesse
E um manto suave me cobrisse…

domingo, 23 de setembro de 2007

Tarde de domingo...



Tarde de domingo ensolarada,
No rosto uma brisa suave e boa
Os olhos deslizam deslumbrados
Pela lonjura matizada da Lagoa!

Há ao fundo um mar imenso, tão azul
Tons quentes de púrpura e açafrão
Brancas garças, elegantes flamingos
Gralhas negras, um e outro galeirão!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Compartilhando um caminho de Paz...


"A agressão é uma tendência que faz parte do nosso íntimo. Por isso, temos de lutar contra nós mesmos. Homens criados em ambientes rigorosamente não-violentos acabaram se transformando nos mais horríveis carniceiros. O que prova que a semente da mais insana agressividade mora nas profundezas de cada um de nós. Mas nossa verdadeira natureza é de modo geral pacífica. Todos nós conhecemos as agitações da alma humana, que está sujeita a imprevistos assustadores. Mas essa não é a sua força dominante. É possível e é necessário dominar a agressividade."

Dalai Lama

terça-feira, 11 de setembro de 2007

sábado, 8 de setembro de 2007

Agora


Estou num ponto
Fora de mim,
Observo.
Eu, corpo;
Eu, mente;
Eu, consciente!

Três em um.
Eu, corpo,
Exigência,
Bem estar,
Imperiosa lei biológica,
Previsível…


Eu, mente,
Racional,
Passado e futuro,
Salto o agora,
Na busca incessante
do que não sou,
Donde não estou…

Eu, consciente,
Aceitação plena,
Observador atento,
Capaz de tudo ser,
No momento,
No presente, sem memória,
sem anseio.
Apenas e só,
Agora.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

... e de novo a luz!



"uma a uma a noite abria à luz matinal das rolas as minúsculas portas da alegria”

Eugénio de Andrade

sábado, 25 de agosto de 2007

Tempo e Luz...


A Essência do tempo é luz,
Tempo de hoje, de ontem,
de amanhã,
Real !
Luz natural, sol, astros.
Luz ténue da vela,
Luz …
Sem trevas onde o tempo não existe …
Tempo é luz que nasce, permanece,
Desvanece e se esconde docemente.
É luz gritante, com esplendor!
Tempo é o instante
Onde o raio de luz beija
E brilha em ouro.
Toque de Midas
Mágico e Eterno!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Botas velhas


"Minhas botas velhas cardadas
Palmilhando léguas sem fim,
Quanto mais velhinhas e estragadas
Tanto mais vigor sinto em mim!"

(excerto de uma canção dos escuteiros"

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Tempo de Melão...






Fresco e sumarento,
a pingar da mão.
Um travo de doce!
Um gosto de Verão!

sábado, 28 de julho de 2007

Alqueva ou Allqueva??

Maior lago da Europa,

Em terras secas e desérticas

Com a água tão abençoada!

Veio gente ...

Os "pueblos" brancos e herméticos

Abrem ao mundo a alvura ofuscante!

Com ela, a terra embelezou-se,

Com ela, os barcos cruzam montes

Na tranquila paisagem verdejante!

Com ela, os vizinhos loiríssimos

ou morenos, chegam espanholados

e arriscam negócios, empolgados!

Allqueva, onde a água domina o horizonte!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Monte Saraz





Pitoresco, acolhedor
escondido na folhagem
recantos de jardim ídilico!
Montes alvos recolhidos
no silêncio da paisagem!

Os lagos criam nenúfares
a água murmura nas fontes,
no alto, Monsaraz brilha
entre as muralhas,
a água beija o pé dos montes....

(texto e fotos de Laura Miranda)