domingo, 6 de junho de 2010

Recordar...


No dia 4 de Junho realizou-se, em Pragança, mais um almoço de antigos alunos da Escola Industrial de Mouzinho de Albuquerque de Lourenço Marques.
Oportunidade para ver e rever muitos daqueles com quem partilharam a nossa adolescência!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Depois de tanto tempo ausente....

Aqui vai uma receita útil:)))

Ingredientes:

Família (é aqui que tudo começa)


Amigos (nunca deixe faltar)


Raiva (se existir que seja pouca)


Desespero (pra quê)


Paciência (a maior possível)


Lágrimas (enxugue todas)


Sorrisos (os mais variados)

Paz (em grande quantidade)


Perdão (à vontade)


Desafetos (se possível nenhum)


Esperança (não perca jamais)


Coração (quanto maior, melhor)


Amor (pode abusar)


Carinho (essencial)

Modo de preparar:Reúna a sua família e os seus amigos.
Esqueça os momentos de raiva e desespero passados.
Se precisar use toda sua paciência.
Enxugue as lágrimas e as substitua por sorrisos.
Junte a paz e o perdão e ofereça a seus desafetos.
Deixe a esperança crescer no seu coração.
Nem sempre os ingredientes da vida são gostosos,
portanto saiba misturar todos os temperos que ela oferece,
e faça dela um prato de raro sabor.
Deste modo, prepare sua melhor receita de vida 
e nunca economize o amor
e o "como vale a pena viver"

E é só servir!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um dia diferente










Caminhámos no pinhal e nas dunas, andámos na areia, molhámos os pés, fizémos ioga e um piquenique no cimo das dunas....

Fotos Carla Marques

quinta-feira, 11 de março de 2010

O fim último da Vida

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

João Pereira Coutinho, jornalista

Dá que pensar....

segunda-feira, 1 de março de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Morre lentamente...

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.


Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.


Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.


Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.

Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda