No tronco, no beirado direito,
Em cada curva
É tua a oportunidade
De cozinhares um souflé branco e gelado!
Pousas suave e docemente,
Vestindo de brancura o horizonte,
E nos recantos incertos e felizes
Bordas a tua renda branca e vaporosa…
Aqui mesmo defronte,
És tecedeira pura e caprichosa!
Num momento transformas, enregelas
E aos nossos olhos, como por magia,
Desce o manto diáfano e enorme,
Que tudo cobre de uma brancura, tão fria,
Como num reino de pura fantasia!
Laura Miranda




